segunda-feira, 28 de maio de 2012

5ª Mostra Audiovisual Israelense


A Mostra do Audiovisual Israelense acontece entre os dias 31 de maio e 10 de junho e traz o melhor da produção audiovisual israelense para o público brasileiro. A mostra propõe também participar da formação do olhar com recortes históricos ou retrospectivos, graças a parcerias firmadas com universidades e escolas de cinema. 

Nesta quinta edição, concentra-se em duas temáticas distintas: um panorama da atual produção audiovisual israelense e uma seleção dos chamados “Borekas Filmes”, aproximando-os da chanchada brasileira e do cinema caipira. 

A Mostra acontece este ano no Centro da Cultura Judaica, no Clube A Hebraica, Cinemark Pátio Higienópolis, CinUSP e Academia Internacional de Cinema. Confira a programação no site Cultura Judaica.

Círculo Áfricas: contribuições de intelectuais e artistas africanos no Brasil

O Projeto Círculos Áfricas tem como objetivo organizar encontros inspirados no formato dos Círculos de Cultura de Paulo Freire com temáticas ligadas à África e às culturas africanas. Pretende-se contribuir para a discussão sobre a coexistência e da diversidade com foco no diálogo com os artistas, pesquisadores e professores africanos que hoje compõe nossas universidades ou atuam nas diversas modalidades dos espaços culturais no país. Isto nos permite aprofundar conhecimentos sobre África e culturas africanas, respondendo a uma necessidade social e, ao mesmo tempo, contribuindo para o fortalecimento da Lei 10.639/2003. O Círculo Áfricas valoriza as contribuições acadêmicas de nossas universidades e abre o debate com setores da sociedade que teriam dificuldade em acessá-los. Os Círculos Áfricas dá continuidade a uma série de encontros sobre "Estudos africanos no Brasil: memórias de seus protagonistas”.  

Encontro: A junventude senegalesa e o destino do país: as eleições de 2000 e 2012 
Prof. Dr. Alain Pascal Kaly (UFRRJ) 

A configuração geográfica do Senegal atual data de 1960. Entre 1833 até 1959, o território do atual Senegal era dividido em: “les Quatre Communes” (municípios franceses em território africano) que eram compostos pelas cidades de: Ilha de Gorée, Saint Louis, Dakar e Rufisque. Ao longo deste período, os habitantes destas cidades eram todos franceses e deviam eleger deputados para representá-los na Assembléia Nacional em Paris. A cidade de Saint era a capital da África Ocidental Francesa (AOF) e também era a capital da colônia do Senegal e da Mauritânia. No início do século XX, Dacar passa a desempenhar a mesma função administrativa e a cidade de Saint Louis permaneceu como a capital da colônia do Senegal e da Mauritânia até 1960. O resto do atual país era a colônia do Senegal. De 1833 até a eleição de Blaise Diagne, todos os deputados eleitos eram brancos ou mestiços. A eleição de Blaise Diagne inaugura ume nova era: presença de deputados negros nascidos na África que culminará com a eleição de Leopold Sedar Senghor em 1946 com apoio das autoridades francesas e os chefes das confrarias muçulmanas. A partir de 1960, sem o apoio dos chefes religiosos muçulmanos das confrarias, nenhum senegalês podia ganhar as eleições presidenciais. A importância das autoridades muçulmanas na vida política eleitoral do Senegal perde drasticamente seu peso nas eleições de 2000 quando a juventude ( os cantores de hip hop sobretudo) faz campanha em prol da mudança do regime político. 

Alain Pascal Kaly possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (1995), mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (1999), e doutorado em Sociologia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2005). Atualmente é professor adjunto do Departamento de História no Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e pequisa os seguintes temas: relações raciais, colonialismo, sociedades de castas na África Ocidental, violência, direitos humanos e migrações. 

Data: 31/05/2012 – 19h30min 
Local: OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE 
Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro – Metrô Tiradentes 
Não é necessário realizar inscrição 
Entrada franca

sábado, 16 de abril de 2011

Cauã Reymond vive um gay em "Estamos Juntos"

Chega aos cinemas no dia 10 de junho o filme “Estamos juntos”, estrelado por Cauã Reymond e Leandra Leal. No longo, o galã global vive um DJ homossexual e protagoniza uma cena de beijo gay com o ator argentino Nazareno Casero.

Carmen (Leandra Leal), amiga de Murili (Cauã Reymond, interpreta uma residente de um hospital público e está envolvida com Juan, interpretado pelo ator argentino Nazareno Casero. Forma-se um triângulo amoroso, pois Murilo também está apaixonado por Juan.

A direção é de Toni Ventura, responsável pelo documentário “Rita Cadillac, a Lady do Povo”.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Poema em linha reta

Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Os versos acima, escritos com o heterônimo de Álvaro de Campos, foram extraídos do livro "Fernando Pessoa - Obra Poética", Cia. José Aguilar Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 418.
Uma visão breve sobre a vida e a obra do maior poeta da língua portuguesa:

- 1888: Nasce Fernando Antônio Nogueira Pessoa, em Lisboa.

- 1893: Perde o pai.

- 1895: A mãe casa-se com o comandante João Miguel Rosa. Partem para Durban, África do Sul.

- 1904: Recebe o Prêmio Queen Memorial Victoria, pelo ensaio apresentado no exame de admissão à Universidade do Cabo da Boa Esperança.

- 1905: Regressa sozinho a Lisboa.

- 1912: Estréia na Revista Águia.

- 1915: Funda, com alguns amigos, a revista Orpheu.

- 1918/1921: Publicação dos English Poems.

- 1925: Morre a mãe do poeta.

- 1934: Publica Mensagem.

- 1935: Morre de complicações hepáticas em Lisboa.

terça-feira, 29 de março de 2011

Amor Que (Não) Ousa Dizer Seu Nome

A montagem retrata passagens de dois episódios, separados por quase um século, mas inter-relacionados pela questão da homossexualidade e do preconceito. O primeiro trata do julgamento e condenação de Oscar Wilde (escritor e dramaturgo irlandês) por seu comportamento “inadequado” aos padrões sociais do final do século XIX.

O outro episódio se refere à história do Maníaco do Trianon (michê acusado pela morte de 13 homossexuais em São Paulo, nos anos 80 do século XX), cujo caso foi tratado com certa superficialidade pela polícia, imprensa e principalmente pelos familiares, amigos e colegas de trabalho das vítimas.

Em cena, dois atores (Marcelo Braga e Alexandre Cruz) pesquisam sobre homofobia, imersos nos processos das 13 acusações de assassinato contra o Maníaco do Trianon e no processo que levou Oscar Wilde a dois anos de cárcere (são várias cartas escritas por ele, bem como registros de seu julgamento e condenação). Um foi julgado por ser homossexual e o outro por assassinar homossexuais. É na interseção
destes dois fatos que a peça se desenrola.

A encenação propõe que as questões abordadas seja revistas e, quem sabe, compreendidas. “Mesmo que a montagem busque a possibilidade de traçar um panorama histórico acerca da questão, não há ilusões em
acreditar que um espetáculo daria conta de abarcar todo o tema”. Conclui Marcelo Braga.

Serviço:

Espetáculo: "Amor Que (Não) Ousa Dizer Seu Nome"
Estreia: Dia 2 de abril – sábado - às 21 horas
Estação Caneca - Espaço Cultural Trilhas da Arte
Rua Frei Caneca, nº 384 - Bela Vista/SP – Tel: (11) 2371-5744
Temporada: sábados (21 horas) e domingos (20 horas) - Até 28/05/11
Duração: 60 min – Gênero: Drama - Lotação: 60 lugares – Class. etária: 16 anos
Ingressos: R$ 20,00 (meia: R$ 10,00); Dias 2, 3, 9 e 10/4 ingressos c/
preço único: R$ 5,00
Bilheteria: 2ª a 6ª (13h às 18h), Sab e dom (13h até início das sessões) - http://www.estacaocaneca.com.br/

segunda-feira, 28 de março de 2011

Macho Man conta a saga de um ex-gay

Na última semana, o ator e diretor Jorge Fernando e Marisa Orth tiveram um encontro com os escritores Fernanda Young e Alexandre Machado (autores de “Os Normais”, “Os Aspones” e “Minha Nada Mole Vida”) e o diretor-geral José Alvarenga Jr. no Rio. O motivo era a divulgação da série “Macho Man”, que estreia dia 8 na Globo. A atração, que irá ao ar nas noites de sexta, mostrará as tentativas constantemente fracassadas de Nelson (Jorge Fernando) e Valéria (Marisa Orth) para se adaptarem ao mundo dos homens heterossexuais e das mulheres magras, respectivamente.

Em tempo: Nelson (Jorge Fernando) é um homossexual bem resolvido. Mas uma noite ele sai para dançar e é atingido na cabeça pelo salto de uma drag queen. Ele desmaia e, quando acorda, passa a se interessar por mulheres. “Esse papel foi um presente. Sinto que ele será uma ótima reciclagem para mim como diretor”, enfatizou. Já Marisa Orth, que afirma nunca ter feito dieta, revelou durante o encontro que tomou algumas providências ao aceitar o convite para dar vida à Valéria.

A atriz está fazendo acompanhamento com uma nutricionista e ginástica com um personal trainer. Segundo Fernanda Young, “Macho Man” é uma garantia de boas risadas e também será um convite ao público para refletir um pouco sobre as ansiedades humanas.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Elizabeth Taylor morre aos 79 anos

Uma das maiores estrelas de Hollywood faleceu nesta quarta-feira (23). Elizabeth Taylor, aos 79 anos, morreu vítima de insuficiência cardíaca congestiva. A informação foi confirmada pelo agente e filho da atriz, Michael Wilding. Segundo ele, a mãe faleceu ao lado dos quatro filhos. "Apesar de ela ter sofrido diversas complicações, sua condição estava estável e era esperado que ela voltasse para casa em breve. Infelizmente, isso não aconteceu", afirmou em um comunicado.

Wilding disse ainda que sua mãe foi uma mulher extraordinária que viveu a vida intensamente. "Apesar de sua perda ser devastadora, nós sempre seremos inspirados pela sua contribuição ao nosso mundo", disse. Segundo a rede ABC, a família pretende realizar um funeral particular até o final desta semana.

Liz Taylor estava internada no centro médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, Estados Unidos, há cerca de dois meses, com problemas cardíacos. Desde 2004, a diva lutava contra uma doença que impedia seu coração de bombear sangue o suficiente para os demais órgãos do corpo. Há três anos, ela se submeteu a uma cirurgia para substituir uma válvula defeituosa no coração. E há mais de cinco anos usava cadeira de rodas.

Seus olhos azuis sempre chamaram a atenção. Protagonizou clássicos como "Um Lugar ao Sol", "Assim Caminha a Humanidade" e "A Última Vez Que Vi Paris". Liz Taylor foi responsável pelas interpretações femininas mais marcantes da época de ouro de Hollywood. A atriz foi a primeira estrela a receber um cachê de US$ 1 milhão. O valor foi pago à estrela para que ela fizesse a Rainha do Egito em “Cleópatra”. Valeu cada centavo de dólar! Até hoje o longa é citado por cineastas, lembrado pelo público e a personagem marcou sua carreira.

Elizabeth ganhou o Oscar duas vezes. O primeiro foi 1961 por "Disque Butterfield 8". Em 1967, a atriz mostrou porque era considerada a maior estrela do cinema americano com sua atuação em "Quem tem medo de Virginia Woolf?". Sucesso de público e de crítica, seu desempenho no papel de Martha lhe rendeu um segundo Oscar e colocou o longa na galeria de filmes inesquecíveis. Uma terceira estatueta chegou 26 anos depois. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas entregou um prêmio especial à diva, em 1993, por seu engajamento em causas humanitárias.

A atriz, que nasceu na Inglaterra, se mudou para os Estados Unidos aos seis anos de idade e começou sua carreira no cinema aos 10. Candidata a “nova Shirley Temple” (1942), foi contratada pela Universal Pictures para fazer o filme “There's One Born Every Minute”. Porém, o contrato da menina não foi renovado.

No ano seguinte, a MGM convidou Elizabeth para fazer o filme “A Força do Coração”, ao lado da cadela Lassie. Mas, o sucesso precoce chegou somente com “A Mocidade é Assim” (1944), onde interpetrou a jóquei Velvet Brown. O projeto foi sucesso de bilheteria e projetou sua carreira. A partir daí, a estrela comecou a trilhar um caminho de sucesso emplacando um filme atrás do outro.

Dez anos depois de seu primeiro sucesso cinematográfico, seus belos olhos azuis conquistaram de vez a plateia. Sua participação em "A Última vez que vi Paris" a tornou conhecida como um dos rostos mais bonitos da indústria hollywoodiana. Apesar de sua beleza estonteante, a atriz nunca se viu como musa e não sabia o que as pessoas encontravam de tão maravilhoso em sua aparência. "Nunca pensei em mim como uma pessoa bonita. Sempre encarei meus atributos físicos como um dom genético", dizia.

Um ano depois, Liz Taylor dividiu os sets de filmagem com mito James Dean e juntos consagraram “Assim Caminha a Humanidade”. Nos bastidores, ela iniciou uma grande amizade com Rock Hudson. Após a morte do astro, por conta do vírus da AIDS, a morena passou a se dedicar a campanhas em busca da cura da doença que matou um de seus melhores amigos.

Elizabeth Taylor também ficou conhecida pelos inúmeros casamentos. No total foram oito. O primeiro aconteceu em 1950. A relação com Conrad Hilton Jr. durou apenas nove meses. Logo depois, a estrela foi morar com Michael Wilding, com que ficou até 1957 e teve dois filhos: Michael e Christopher Howard. A inglesa saiu de casa para se casar com o produtor Michael Todd, que faleceu um ano após a união, por conta de um acidente de avião. A atriz ficou viúva aos 26 anos e com mais uma filha, Elizabeth Frances Todd.

A bela deixou o luto para trás meses depois ao se apaixonar por Eddie Fisher. A relação foi um verdadeiro escândalo na época porque o crooner era casado com uma amiga da atriz, a companheira de profissão Debbie Reynolds. O casal se aproximou da estrela por conta do falecimento de Tood. Debbie foi à imprensa acusar a atriz de ter roubado seu marido e fez a festa dos jornais sensacionalistas.

O romance, que durou cinco anos, chegou ao fim quando ela reencontrou o ator Richard Burton no longa “Adeus às Ilusões” em 1965. Os atores, que haviam contracenado juntos em “Cleópatra”, se apaixonaram, viveram juntos por dez anos e adotaram Maria Burton. O casal voltou a contracenar junto em "A Megera Domada". Após colocar um ponto final no casamento, a dupla teve um recaída um ano depois, mas logo tornaram a se separar.

Nem tudo foi glamour na carreira da estrela. A falta de convites para o cinema fez com que ela se entregasse ao álcool e caísse em depressão. Os papéis começaram a minguar ainda nos anos 1970, por conta de uma reformulação estética do cinema americano. Os novos diretores só a escalavam para personagens pequenos em longas sem prestígios e telefilmes. A atriz começou a década de 90 internada em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos. Foi lá que Elizabeth conheceu Larry Fortensky, seu sétimo marido. A diva de Hollywood e o operário da construção civil se casaram em 1991 e viveram juntos por cinco anos.

Sua amizade com o astro Michael Jackson foi outro fato que despertou a curiosidade de muita gente. Liz Taylor nunca escondeu seu carinho pelo cantor e foi a pessoa que mais defendeu o “Rei do Pop” das críticas que a mídia fazia sobre sua vida pessoal, principalmente das acusações de pedofilia. "Eu amei Michael com todo meu coração e não consigo imaginar a vida sem ele. Tínhamos tanto em comum e nos divertíamos tanto", disse na época em que o amigo morreu.

Como bem disse seu agente, Elizabeth viveu sua vida sem pensar nas conseqüências. Amou todos aqueles que quis amar e usou do bom humor para superar as adversidades. Sem dúvida, foi uma vida de glória. Em seu aniversário de 60 anos, comemorados na Disney, a estrela disse que após completar seis décadas de vida uma pessoa tinha direito de fazer o que bem entendesse. “Pode-se desistir e ficar uma velhinha. Ou se pode enfiar um jeans e ir em frente, pois se tem a experiência e a prática que não se tinha antes”, concluiu. Um boletim médico divulgado pelo hospital afirma que Liz Taylor “morreu em paz”. Alguém dúvida?

sexta-feira, 18 de março de 2011

Belas Artes fecha. Em meio a choro e mais protestos

Se tivesse um tapete vermelho na entrada, a última noite do Belas Artes poderia ser facilmente confundida com alguma pré-estreia ou a cerimônia de entrega de um prêmio importante. Mas foi a despedida do cinema que levou uma multidão para a esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista. Em vários momentos, funcionários e grupos de defensores do cinema se manifestaram com cartazes e gritos de ordem. Nas últimas sessões, lotadas, com a exibição de clássicos do cinema, o público batia palmas antes de cada filme.

O fechamento do Belas Artes ainda não é tratado como definitivo pelo menos por seus defensores mais engajados. "Até 18 de abril teremos a resposta sobre o tombamento. E o que queremos é esse espaço como cinema. Nos interessa apenas o tombamento imaterial", afirma Anna Marcondes, presidente da Via Cultural, a primeira entidade a protocolar o pedido de tombamento no Conselho do Patrimônio Histórico de São Paulo (Conpresp). "Quero que vocês tratem essa última noite apenas como uma pausa para reforma", disse.

"Ainda apostamos no tombamento. Mas, por enquanto, é o fim. Se não der certo aqui, com certeza abriremos em outro lugar", disse André Sturm, sócio do cinema. Uma das opções é alugar um prédio no centro.

Com os últimos ingressos nas mãos, as palavras de conforto das autoridades que passaram por lá defendendo o cinema - o senador Eduardo Suplicy (PT), o secretário municipal da Cultura, Carlos Augusto Calil, o ex-vereador Nabil Bonduki - não aliviavam a desolação dos frequentadores. "Não sei o que é pior: o que vem pela frente ou o que não vem. Vamos ficar sem cinema", disse a aposentada Frida Blank Schich, de 72 anos. Ela frequenta o Belas Artes desde a década de 50 com o então namorado, hoje marido, Aaron Schich.

"Não dá nem para ficar falando senão a gente chora", desconversa Angélica Silva, que há 12 anos serve o café do cinema. Enquanto ela segurava as lágrimas, a artista gráfica Andressa Cardoso escrevia um poema para deixar na árvore de papéis montada na porta do cinema com bilhetes saudosos de frequentadores assíduos - e no Belas Artes todos são assíduos. "Para mim, esse é o Cinema Paradiso (em referência ao filme italiano de mesmo nome)."

Histórico. O "fecha não fecha" do Belas Artes começou em maio do ano passado, quando o cinema perdeu o patrocínio majoritário de um banco. O dono do imóvel, o empresário Flávio Maluf, queria um reajuste no valor do aluguel e nenhum outro patrocinador chegou aos R$ 150 mil pedidos. Muitas mobilizações, reuniões e prazos esticados do contrato depois, Maluf pediu o imóvel de volta.

Agora, o Conpresp é que, talvez, possa acabar obrigando o proprietário a manter o espaço com o mesmo uso - o imóvel não pode sofrer alterações enquanto a processo não for concluído. "É uma questão de utilidade pública. Se tanta gente na cidade quer preservar esse lugar, as autoridades têm de servir como porta-voz dessas pessoas", diz o escritor Afonso Lima, de 34 anos, um dos líderes dos protestos pelo cinema. O local seria alugado por uma loja, mas já não há previsão.

Hoje, deve começar a desmontagem dos equipamentos e móveis do Belas Artes. Um dos projetores deverá ser doado à Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo.

PONTOS-CHAVE

Inauguração

O Belas Artes foi inaugurado com esse nome em 1967, quando foi assumido pela Sociedade Amigos da Cinemateca. Antes, ocupava o mesmo espaço o Cine Trianon, aberto em 1952.

Incêndio

Em maio de 1982, um incêndio atingiu as principais salas do cinema. No ano seguinte, foi reinaugurado, agora com seis salas, a mesma configuração adotada até seu fechamento.

Patrocínio

Em 2010, o cinema perdeu o patrocínio do HSBC, cujo nome havia sido incorporado ao Belas Artes da fachada. Restaurantes da região fizeram uma campanha para ajudar a mantê-lo.

Musical da argentina Evita ganha versão brasileira


O musical "Evita", mundialmente conhecido espetáculo da Broadway, terá sua versão brasileira - o clássico de 76 com letras de Tim Rice ("O Rei Leão") e músicas de Andrew Lloyd ("Cats" e "O Fantasma da Ópera") contará com uma adaptação do diretor Jorge Takla para os palcos nacionais e os atores Paula Capovilla (Evita Perón), Daniel Boaventura (Juan Perón) e Fred Silveira (Che) já estão escalados para os papéis principais. A estreia está marcada para o dia 26 de março no Teatro Alfa, em Santo Amaro.

Além dos três protagonistas, 42 atores compõem o elenco juntamente com uma orquestra de 20 músicos. Riquíssimos figurinos e a trabalhada cenografia com projeções gigantescas, prometem remeter a Argentina da ilustre figura política a todos os espectadores da peça.

O público terá a chance de conhecer a história de Evita Perón, primeira dama do presidente Juan Domingo Perón em seu primeiro mandato (1946-1955) e, junto de seu marido, tornou-se uma das figuras mais importantes e populares do país portenho. Suas influências eram tantas que causaram o surgimento de um movimento político partindo de seus ideais, o peronismo.

Com apresentações teatrais no mundo inteiro, a argentina também foi tema de um filme do diretor Alan Parker. A película de 1996 também leva o nome da atriz e política que foi interpretada pela cantora Madonna com a companhia de Antonio Banderas como o ex-presidente Juan Perón.

Serviço:

Evita
Data: de 26/3 até 31/7
Horários: quintas 21h; sextas 21h30; sábados 17h; e 21h; domingos 16h;
Preço: R$ 80 a R$ 185
Local: Teatro Alfa
Endereço: Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722
Tel. (11) 5693-4000
Censura: 12 anos
Duração: 2h10

terça-feira, 15 de março de 2011

Cine Belas Artes fecha nesta quinta-feira, diz proprietário

A última proposta ao dono do prédio localizado na Rua da Consolação era de aluguel mensal de R$ 85 mil. Mas, com o apoio de patrocinadores, a oferta aumentou -- Sturm não quis comentar a cifra. Nada feito com o proprietário Flávio Maluf.

Em 30 de dezembro, Maluf rescindiu o contrato de locação, e disse que entregaria o imóvel a uma loja. Inicialmente marcado para 27 de janeiro, o fechamento do cinema - fundado em 1952 como Cine Trianon e reinaugurado em 1967 como Belas Artes - foi sucessivamente adiado. Na web, a notícia causou comoção: vários abaixo-assinados e mensagens de protestos circulam há meses na rede.

Há ainda em jogo um processo de tombamento pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico de São Paulo (Conpresp), aberto em 18 de janeiro. Se aprovado, o imóvel não pode passar por reforma sem autorização prévia do órgão municipal, o que dificultaria a locação para um loja.

Na quinta-feira, o Belas Artes deve se despedir com exibições de Joelho de Claire (de Eric Rohmer), No Tempo do Onça (de Edward Buzzell) e O Águia (de Clarence Brown), entre outros clássicos.

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulher

Para entender uma mulher
é preciso mais que deitar-se com ela…
Há de se ter mais sonhos e cartas na mesa
que se possa prever nossa vã pretensão…

Para possuir uma mulher
é preciso mais do que fazê-la sentir-se em êxtase
numa cama, em uma seda, com toda viril possibilidade… Há de se conseguir
fazê-la sorrir antes do próximo encontro

Para conhecer uma mulher, mais que em seu orgasmo, tem de ser mais que
amante perfeito…
Há de se ter o jeito certo ao sair, e
fazer da saudade e das lembranças, todo sorriso…

- O potente, o amante, o homem viril, são homens bons… bons homens de
abraços e passos firmes…
bons homens pra se contar histórias… Há, porém, o homem certo, de todo
instante: O de depois!

Para conquistar uma mulher,
mais que ser este amante, há de se querer o amanhã,
e depois do amor um silêncio de cumplicidade…
e mostrar que o que se quis é menor do que o que não se deve perder.

É esperar amanhecer, e nem lembrar do relógio ou café… Há que ser mulher,
por um triz e, então, ser feliz!

Para amar uma mulher, mais que entendê-la,
mais que conhecê-la, mais que possuí-la,
é preciso honrar a obra de Deus, e merecer um sorriso escondido, e também
ser possuído e, ainda assim, também ser viril…

Para amar uma mulher, mais que tentar conquistá-la,
há de ser conquistado… todo tomado e, com um pouco de sorte, também ser
amado!”

Carlos Drumond de Andrade

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Claudio Picazio lança o livro “Uma outra verdade”

As Edições GLS e a Livraria Cultura Conjunto Nacional (SP) promovem no dia 18 de novembro, quinta-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Uma outra verdade, do psicólogo Claudio Picazio. Sem apelar para explicações fáceis nem recorrer a julgamentos de valor, ele responde às dúvidas mais comuns feitas por pais e educadores sobre homossexualidade na adolescência. O objetivo é transmitir ao leitor informações claras e diretas, eliminando o “achismo” e o senso comum, ajudando a combater, assim, qualquer forma de discriminação. O evento acontece na Loja das Artes, que fica na Av. Paulista, 2073 – São Paulo – SP.

O livro, segundo o autor, nasce da necessidade de esclarecer algumas questões que ainda geram dúvidas e, consequentemente, preconceito por parte de pais e educadores. “Quando pais e professores conseguem entender a questão, percebendo que a homossexualidade não é desvio e sim uma outra verdade da expressão da nossa sexualidade, tudo fica mais claro, tornando mais fáceis a quebra do preconceito e a formação de um novo paradigma”, afirma Picazio.

Para o autor, é essencial que se mantenham programas que capacitem educadores e pais para que possam, cada um em seu papel, ampliar o respeito pelas diferentes formas de sentir e expressar a sexualidade. Por isso, o livro foi dividido em duas partes. Na primeira, Picazio dá explicações fundamentais sobre homossexualidade. Na segunda, aponta a importância da escola como agente de combate ao preconceito e esclarece as dúvidas dos educadores.

Explicando o que é preconceito e homofobia, por exemplo, Picazio apresenta dados recentes sobre a homossexualidade. Segundo pesquisas feitas por organizações que lutam pelos direitos homossexuais e entidades de direitos humanos, a cada três dias, uma pessoa é morta simplesmente por ser homossexual. Além disso, o Brasil é campeão mundial em crimes contra homossexuais. “O triste é constatar que essa violência começa em casa. Muitos pais rejeitam e até expulsam do lar filhos e filhas que não correspondem ao comportamento e ao desejo sexual esperado. A violência física e psicológica torna-se a estrutura de um estigma fragilizado. São enormes a vergonha e o preconceito internalizados em um gay que conviveu com essa atitude familiar”, diz.

O índice de suicídios na adolescência é três vezes maior no caso de homossexuais. “Em minha experiência clínica, atendi um casal de pais cujo filho cometera suicídio e havia deixado um bilhete com os seguintes dizeres: ‘Desculpa pai, mãe, não quero decepcionar vocês. Sou homossexual e isso magoaria muito vocês. Beijos’. Nenhum pai, nenhuma mãe, acredito, gostaria de ver essa cena; mas, infelizmente, profetizam tal ação quando dizem alto e bom som que prefeririam um filho morto a um homossexual.”

Para eliminar preconceitos, segundo Picazio, temos inicialmente de procurar respostas científicas acuradas e adquirir informação. Em segundo lugar, é preciso estar aberto para reorganizar valores e crenças. “Criticar aquilo que, para nós, estava certo não é tarefa fácil nem confortável. As certezas e convicções ficam registradas em nossa história, e transformá-las significa mudar todo um modo de ver o mundo e se relacionar com ele”, conclui.

Claudio Picazio é formado pela Universidade São Marcos e especialista em sexualidade humana e em violência doméstica e abuso sexual infantil pelo Instituto Sedes Sapientiae. Psicólogo clínico desde 1983, atende adolescentes e adultos e oferece terapia a casais homo e heterossexuais. Também desenvolve grupos de estudos e de pais. Foi consultor do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação no projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). Atuou no projeto Tecer a Vida, do Unicef, onde deu supervisão a profissionais da instituição e da rede pública que atendiam adolescentes e adultos soropositivos (primeira geração), visando à reintegração familiar. É cofundador da Atos, oscip que atua na diminuição da vulnerabilidade social, e autor dos livros Diferentes desejos: adolescentes homo, bi e heterossexuais e Sexo secreto – Temas polêmicos da sexualidade, ambos das Edições GLS.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Noite Especial Folclórica no Idílio das Musas


O Bar de Ontem, localizado no badalado bairro da Vila Madalena, aposta na dança árabe para incrementar a noite paulistana. Apresentará, dia 30 de outubro, um espetáculo de danças solo e grupo de diversos estilos árabes. O convidado especial da noite é o celebrado bailarino Marcio Mansur, hábil em dança com espada. Os números das demais sete bailarinas dividem-se em danças de estilo clássico, folclórico, moderno e de fusão.

Idílio promete trazer toda a poesia e leveza da dança oriental para a noite do paulistano. O Bar ainda oferece uma carta de mais de 50 tipos de cerveja e um dos melhores escondidinhos da cidade.

Serviço:

Idílio das Musas, Noite Especial Folclórica
Data: 30/10
Horário: sábado, às 20h30
Local: Bar de Ontem
End.: Rua Cardeal Arcoverde, 1761 (Vila Madalena)
Tel.: (11) 3097-9811
Preço: R$ 10

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Black Eyed Peas


Com cinco discos lançados e seis prêmios Grammy, o grupo que balançou o mundo com hits como “I gotta feeling”, "Wheres the love", "Don't lie" e "Shut up", apresenta em novembro o show da turnê “The END World Tour 2010”, que promete abalar o Estádio do Morumbi.

Serviço:

Black Eyed Peas
Data: 4/11
Local: Estádio do Morumbi
End.: Praça Roberto Gomes Pedrosa, s/n.
Tel: (11) 4003-1527
Preço: de R$100 a R$600

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Norah Jones


No dia 14 de novembro a renomada cantora e musicista Norah Jones fará um show gratuito no Parque da Independência para apresentar as músicas de seu álbum mais recente, The Fall.

Com fragmentos de jazz, soul e folk, a cantora demonstrou talento e personalidade desde seu primeiro disco “Come Away With Me”, e faturou prêmios em 8 categorias do festival Grammy Awards em 2003.

O cantor, compositor, produtor e guitarrista Jesse Harris, autor da música “Dont know why?”, sucesso gravado por Norah, fará o show de abertura da apresentação da artista.

Serviço:

Norah Jones
Data: 14/11
Horário: 16h
Local: Parque da Independência
End.: Av. Nazaré, s/ nº - Ipiranga – zona sul – São Paulo
Preço: grátis

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mostra "Tsunami vs Terremoto" traz signos da cultura pop


A Pop Art reconstruiu o cenário artístico do séc. XX, discutindo a produção artística enquanto consumo de massa. O espaço expositivo do Shopping Center 3 recebe entre 27 de outubro a 25 de novembro a exposição “Tsunami vs Terremoto” do artista brasileiro Thiago Cóstackz, que desenvolve seu trabalho com fragmentos deste segmento artístico.

É a segunda vez que o artista tem suas obras no espaço expositivo do shopping. Em 2009 sua exposição pôde ser vista por mais de 75 mil pessoas.

Entre as inspirações do artista estão fenômenos culturais, política, humor e comportamentos contemporâneos. Além do ímpeto social, Cóstackz trabalha com a conscientização ambiental, visto que para produzir suas obras, utiliza somente madeira certificada, tinta não poluente a base de água e tecidos reciclados.

Característica da arte pop, as pinturas de Cóstackz trabalham com a reconstrução de personagens históricos e populares como o naturalista Charles Darwin e a cantora Lady Gaga. “O que rainhas, tsunamis, maçãs, Buda, cientistas, gosmas rosas e alienígenas têm em comum?” é a complexa pergunta metafórica que abre a reflexão do visitante, sobre viver num contexto de múltiplas culturas.

O valor das mulheres também é ressaltado na mostra com a sessão “Golden Queens”, em que o artista buscou mulheres vanguardistas, ícones de épocas diferentes que por vezes não são reconhecidas por seus legados.

Serviço:

"Tsunami vs Terremoto"
Data: de 27/10 a 25/11
Horário: Das 10h às 22h
Local: Shopping Center 3
Endereço: Av. Paulista, 2064 - Cerqueira César
Contato: (11) 3285-2458
Grátis

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Galeria do Rock


Um CD clássico que não se encontra em qualquer lugar, camisetas de bandas de rock, coleções de antigos vinis, roupas para frequentar shows ou aquele acessório que faltava para completar o visual alternativo. O endereço que é garantia de encontrar todos esses itens é a Galeria do Rock.

O famoso prédio na Rua 24 de Maio, bem no Centro da cidade de São Paulo, oficialmente chamado Centro Comercial Grandes Galerias, foi inspirado na escola de Oscar Niemeyer e projetado por Alfredo Mathias.

Os primeiros lojistas apareceram em 1963 e eram alfaiates, sapateiros e outros prestadores de serviços. Mas foram os LPs, ou vinis, que só chegaram no fim dos anos 70, os responsáveis pela mudança do lugar, inclusive pelo seu novo apelido. Atualmente são 450 lojas, sendo 218 específicas do segmento de rock, motivo que a tornou conhecida no mundo inteiro e que pode colocá-la no Guiness Book (livros dos recordes) como o lugar de maior concentração de estabelecimentos dedicados ao estilo musical. Figuras ilustres como Bruce Dickinson (vocalista do Iron Maiden), Kurt Cobain (ex-vocalista do Nirvana), Raul Seixas e o grupo Sepultura já passaram por lá.

Mas a galeria não é só reduto dos roqueiros. A diversidade também marca presença no espaço. Conhecida como o local que reúne vários estilos de diferentes tribos, lá o visitante encontra CDs e LPs de rap, hip hop, funk, MPB, hardcore, punk, blues e jazz, inclusive os mais raros, camisas com estampas de bandas ecléticas, aparelhos eletrônicos, peças de piercing, estúdios de tatuagem, lojas de acessórios em geral (brincos, pulseiras, máscaras, chaveiros, adesivos, perucas), conserto de máquinas fotográficas, gráficas e até mesmo lojas de skate, surf e de artigos femininos. Dez é o número de salões de cabeleireiros que fazem penteados afros atraindo atores, rappers e sambistas.

Com uma média de 5 mil pessoas circulando diariamente por seus quatro andares, a Galeria do Rock se tornou um dos símbolos de democracia cultural de São Paulo. Exemplo de espaço onde as tribos urbanas convivem de forma pacífica, contribuindo para a quebra de preconceitos. Sem dúvida é parada obrigatória para quem quer conhecer um pouco mais da cidade.

Serviço:

Galeria do Rock
Rua 24 de Maio, 62 - Centro - São Paulo (Metrô República)
Horário: De segunda a sexta, das 9h às 20h. Sábado, das 9h às 17h
Grátis

domingo, 24 de outubro de 2010

Casting


A comédia de costumes, escrita pelo dramaturgo russo Aleksandr Gálin, conta a história de um produtor que seleciona um elenco feminino para um show no Japão. Aos poucos as candidatas, e também seus maridos, percebem que na verdade estão sendo escaladas para um show erótico.

Diante da situação do país, forma-se uma mescla de frustrações e esperanças na qual surgem questionamentos acerca do que vale mais, os conceitos morais ou uma condição financeira melhor.

Serviço

Data: de 8/10 a 28/11
Horários: quinta às 21h30; sexta a domingo às 20h00
Local: Teatro Nair Bello
Endereço: Rua Frei Caneca, 569
Informações: (11) 3472-2414
Valor: de R$20 a R$30

sábado, 23 de outubro de 2010

Diversidade gastronômica em São Paulo

Você está em busca de um dos 50 melhores restaurantes do mundo? O D.O.M, do chef Alex Atala, foi eleito pela revista britânica "Restaurant" um dos "Top 50" do planeta, o único da América Latina. Procura por uma experiência única na qual os garçons começam a entoar canções consagradas da Broadway? Vá ao restaurante Brooklyn, prepare o coração e o paladar.

Prefere um ambiente mais descontraído, com petiscos consagrados que vão de uma simples coxinha, como a do Frangó, ou um farto sanduíche de mortadela, como o do Mercadão? Ou um tradicional pastel de feira como o das barracas em frente ao Estádio do Pacaembu?

Pizzas? Os paulistanos aprimoraram e fizeram dela uma instituição, que pode ser saboreada em charmosos casarões, como a Veridiana (Higienópolis) ou a Leona (Campo Belo), com massas finas como a do Camelo ou Cristal, nos Jardins. Mais grossas, como a Castelões, no Brás, ou até mesmo nas padarias, outra instituição da cidade. Há milhares de padarias espalhadas pela capital, que vão muito além do pão que, por si só, já é uma delícia. Prefere um rodízio? Então escolha entre o tradicional churrasco, sopas ou até mesmo os japoneses sushis.

Formada por mais de 50 nacionalidades e brasileiros de todos os estados, São Paulo é um verdadeiro mosaico de culturas que se reflete diretamente na sua identidade - multicultural e diversa - e consequentemente na sua cozinha, o que faz da capital um dos maiores centros de gastronomia do mundo.

A cidade possui cerca de 12,5 mil restaurantes, com 52 nacionalidades, etnias e regionalidades, apresentando das mais diversas influências dos temperos tipicamente brasileiros às tendências internacionais de cozinha contemporânea e formando uma combinação indescritível - é preciso experimentar. E os números seguem expressivos. Contabilizam-se 15 mil bares, 600 restaurantes japoneses, 3,2 mil padarias, 6 mil pizzarias e 500 churrascarias. Aqui são feitos diariamente 10,4 milhões de pãezinhos (ou 7,2 mil por minuto), um milhão de pizzas (720/min) e 400 mil sushis (278/min).

É só pensar em uma determinada culinária. Em São Paulo é possível encontrar sempre um restaurante, bar ou balada que seja do agrado do turista ou do morador. Tudo vai depender da equação entre o orçamento e o desejo. Sejam quais forem os indicadores, ninguém ficará de mãos abanando, pois aqui é possível encontrar restaurantes conforme o perfil e o bolso do visitante.

Isso é muito bem traduzido pela mistura de cores e sabores do Mercado Municipal (o Mercadão), onde os gourmets e gourmands acham de tudo - de temperos, guloseimas, vegetais, carnes, peixes e petit fours até os mais famosos pastéis de bacalhau e carne seca ou sanduíches de mortadela.

No bairro da Liberdade encontram-se restaurantes japoneses e muitas pastelarias. O Bixiga é o bairro das cantinas, com uma infinidade de opções. Na Vila Madalena estão os típicos bares e botecos, com petiscos de dar água na boca. Mas há muito tempo São Paulo cruzou essas fronteiras. Restaurantes japoneses, por exemplo, já não ficam apenas no bairro da Liberdade - é possível encontrar ótimos sushis nos Jardins, em Pinheiros e no Morumbi. Quibes e esfihas estão na Vila Mariana, no Paraíso e em Higienópolis. Franceses, na Consolação ou na Vila Madalena.

A cidade que não para tem também incontáveis restaurantes de fast food - especialmente lanchonetes, desde as de redes internacionais até as mais chiques. A moda é provar hambúrgueres "de grife", temperados por chefs de primeira grandeza. A maioria deles está no bairro do Itaim, que abriga o "corredor do hambúrguer": na Rua Joaquim Floriano e proximidades, o sanduíche é servido com capricho em estabelecimentos como Joakin's e New Dog. Ou o General Prime Burger, pilotado pelo estrelado chef Sérgio Arno.

Já nos bairros de Moema e Ibirapuera, a concentração maior é na Avenida Lavandisca: ali há vários bares, do moderninho ao tradicional, passando por cantinas italianas. A pizza está bem representada por lugares como a Brás, vizinho do ótimo bar Original, ambos também em Moema.

As docerias também fazem bonito e chegam a ficar abertas 24 horas, como a Ofner, da Avenida Ibirapuera ou da Rua João Cachoeira. A presença germânica é forte nos restaurantes da região, incluindo os alemães Konstanz e Windhuk (a truta é imperdível) e os suíços Florina e Platz.

Se subir até a Vila Mariana, descubra os árabes Catedral e Jaber ou algum outro da região. Na procura de petiscos recorra ao Rancho da Empada, cujo salgado derrete na boca. Na Rua Joaquim Távora concentram-se alguns dos melhores bares do bairro, frequentados durante a semana pelos alunos de universidades. É sempre uma garantia de gente bonita e animada na mesa ao lado.

A região da Avenida Paulista também reserva muitas opções. Alguns dos melhores restaurantes da cidade estão lá. De sanduíches às sofisticadas casas dos Jardins, passando pelos ambientes mais descolados e "moderninhos". Numa de suas travessas, a Rua Haddock Lobo, convivem em paz o ótimo Arábia, servindo cuscuz marroquino aos sábados, e a rotisserie judaica Z-Deli, com um gefilte fish excelente. Estrelados e recomendados apenas a bolsos bem reforçados, o Figueira Rubayat e o Fasano - dentro do luxuoso hotel da família - representam a alta gastronomia na cidade.

Se você não sabe se quer encontrar celebridades ou ser visto como uma, decida-se nas mesas do Spot. A dois quarteirões da Paulista, o Mestiço ferve todas as noites, com gente bonita e famosa circulando entre as mesas, criando dificuldades para se decidir entre uma trouxinha tailandesa ou um baiano acarajé. Para os famintos da madrugada, a boa padaria Galeria dos Pães, na Rua Estados Unidos, fica aberta 24 horas, prepara sanduíches e serve um bufê de sopas disputadíssimo. Outra padaria que vem somando fãs pela cidade é a Villa Grano, na Vila Madalena, mais precisamente na Rua Wisard, também 24 horas.

Para quem preza a tradição, um dos lados da Paulista leva à região do Bixiga (Bela Vista). No bairro, a Rua Treze de Maio e suas travessas reúnem cantinas antigas, onde a ordem é servir porções fartas. Ali fica uma das mais tradicionais pizzarias da cidade, a Speranza - responsável pela apresentação da pizza marguerita aos brasileiros e de um extraordinário pão de linguiça. Entre as inúmeras cantinas, em direção à Consolação, em Higienópolis, próximo à Avenida Angélica, não deixe de experimentar o mais tradicional - e delicioso - polpetone da cidade, no Jardim di Napoli. Aproveite e peça um autêntico queijo parmesão de tira-gosto.

Se a boemia é sua praia, encontre a sua turma na Vila Madalena, na Zona Oeste. Por suas ruas de nomes tão esquisitos como Aspicuelta (foi um padre espanhol do século 16), Girassol (a flor) e Purpurina (o enfeite), funcionam bares para todas as preferências: há botecos "clássicos", com azulejos na parede, chop gelado e caldinho de feijão, como o Filial; há os que reúnem jornalistas e aficionados por futebol, como o São Cristóvão (em homenagem a um time carioca do qual poucos se lembram); e para o público GLS - o Farol Madalena é a grande dica. Para quem quer tomar um vinhozinho há o Posto 6 (que homenageia o Rio), o Zé Menino (presta homenagem a Santos) e o Salve Jorge e seu fartíssimo cardápio de cervejas de todos os cantos do mundo.

As churrascarias são outro grande atrativo da capital paulista. E há exemplares para todos os gostos e bolsos. Em São Paulo, elas são mais de 500. Nas marginais e também na Avenida 23 de Maio está a maior parte delas. Dos famosos rodízios, como a Fogo de Chão (Avenida 23 de Maio e Avenida dos Bandeirantes), a Jardineira (Avenida dos Bandeirantes), a Rodeio (na Rua Haddock Lobo), a Vento Haragano, na Avenida Rebouças, onde também está a ótima Paulista Grill, esta última para os bolsos mais modestos. Quando se trata de carne a la carte, as opções também são muitas - as da rede Rubaiyat (Baby Beef e Figueira), no Paraíso, Itaim e nos Jardins, são frequentadas por um público de alto poder aquisitivo e costumam ser consideradas as melhores casas de carnes de São Paulo.

E já que o tema é esse, não faltam restaurantes argentinos e uruguaios, com carne macia e das mais suculentas, como reza a tradição. Destaques para os argentinos Bárbaro, no Itaim, Parrilla Argentina, na Saúde, e La Caballeriza, na Alameda Campinas, nos Jardins, e para o uruguaio El Tranvía, na região de Higienópolis. Não esqueça de pedir o suflê de queijo de acompanhamento. Prefere o original espanhol? Não perca a paella do Don Curro, eleito recentemente o melhor espanhol da cidade.

Vindos do outro lado do mundo, os restaurantes japoneses tomaram conta da cidade e vão dos sofisticados, como o Jun Sakamoto ou o Nakombi, aos mais acessíveis, como o Koi, de boa qualidade e presente em várias regiões da cidade. E há ainda os rodízios, fartos nas regiões de Pinheiros, Vila Madalena e Jardins, como o Mori Sushi e o Kabuki, ou Vila Olímpia e Itaim, destaque para o Noyoi. E há muitos ambientes especiais para o fim de noite, como a Forneria São Paulo ou o Pasta e Vino. Prefere os românticos? No inverno não faltam opções de fondues pela cidade para serem saboreados a dois, como o Casa da Suíça, em Pinheiros, ou o Chalet Suisse, no São Paulo Othon Hotel, no Centro.

Aliás, o Centro da cidade tem boas opções para quem não quer ou não pode gastar muito. O Bar do Léo, na Rua Aurora, está entre os mais tradicionais, assim como o Estadão, na Avenida Nove de Julho, no Anhangabaú. Para bolsos medianos e amantes da MPB, o Bar Brahma completa uma das mais famosas esquinas da cidade - o cruzamento das avenidas Ipiranga e São João. E há outras opções charmosas na região, como o Café Girondino, com decoração do início do século 20, a rotisserie dos monges do Mosteiro de São Bento, dentro do próprio Mosteiro, ou o tradicional Terraço Itália, no 44º andar do Edifício Itália e com uma bela vista em 360º de São Paulo.

Outra vista imperdível da cidade é a do Skye, no alto do Hotel Unique, na Avenida Brigadeiro Luis Antônio, comandado pelo chef Emanuel Bassoleil, ou do The View, nos Jardins. Ambientes especiais ainda incluem o francês La Tambouille e o italiano La Risotteria. Outras opções são a cozinha contemporânea e consagrada de chefs estrelados, como Carla Pernambuco (Carlota), Morena Leite (Capim Santo), Bella Masano (Amadeus) e o sempre consagrado Sergio Arno (La Vechia Cuccina). Em uma autêntica viela italiana é que se sente quem visita o belo Il Viccolo Nostro, no Brooklin, Zona Sul da cidade.

Mas as delícias não se resumem às mesas de bares e restaurantes. Elas passam por docerias como a Cristallo, pelos alfajores argentinos do Havana Café, pelos chocolates da Chocolat Du Jour, pelos sorvetes da Häagen-Dazs, do Stuppendo, da Sottozero ou da Gelateria Parmalat, todos nos Jardins, mas com algumas filiais pela cidade, especialmente nos shoppings.

Outra dúvida para os paulistanos, moradores e visitantes, é escolher entre o melhor café. O expresso é uma importação que se tornou instituição local e há pontos onde eles recebem requintes que vão de aromas a sabores e dezenas de combinações. Experimente o Suplicy, na Alameda Lorena, os muitos Frans Café, todos 24 horas e presentes em vários bairros, e o Starbucks, com filas que fazem jus a um dos mais famosos cafés do mundo.

Continuando a deliciosa disputa paulistana não há como nos depararmos com a dúvida: qual o melhor chop da cidade? São tantos os finalistas que o jeito é provar o máximo que puder. Não faltam candidatos na Vila Madalena, em Pinheiros, na Vila Mariana e no Centro. O diferencial fica por conta dos acompanhamentos, que podem começar no caldinho de feijão e acabar no frango assado na brasa. Recém-chegado do Rio, o Devassa, na Alameda Lorena, vem sendo considerado como dono da melhor happy hour (outro hábito paulistano). Uns colocam a desculpa no trânsito, mas o fato é que a happy hour já se tornou parte da vida de quem vive na metrópole mais diversa do hemisfério sul.

Serviço:

D.O.M
Rua Barão de Capanema, 549 - Jardim Paulista
Tel.: (11) 3088-0761

Brooklyn restaurante
Rua Baltazar Fernandes, 54 - Brooklin
Tel.: (11) 5533-4999

Frangó
Largo da Matriz Nossa Senhora do Ó, 168 - Freguesia do Ó
Tel.: (11) 3932-4818

Mercado Municipal
Rua da Cantareira, 306 - Parque Dom Pedro II
Tel.: (11) 3228-0673 / 3326-6664

Veridiana
Rua José Maria Lisboa, 493 – Jardins
Tel.: (11) 3057-1562 / 3887-2462
Higienópolis

Leona
Rua Constantino de Souza, 582- Campo Belo
Tel: (11) 5096-3000 / 5543-8822

Camelo
Rua Engenheiro Edgar Egídio de Souza, 98 – Higienópolis
Tel.: (11) 3822-5050

Cristal
Professor Artur Ramos, 551 - Jardim Paulistano
Tel.: (11) 3031-0828

Castelões
Rua Jairo Gois, 126 - Brás
Tel: (11) 3229-0542

Ofner
Avenida Ibirapuera, 2033 - Indianópolis
Tel.: (11) 5051-8976 / 5051-5984

Konstanz
Av. Aratãs, 713 – Moema
Tel.: (11) 5543-4813 / 5041-0969

Windhuk
Al.Arapanés, 1400 - Moema
Tel.: 5044-2040 / 5044-6463 - São Paulo

Florina
Rua Cristóvão Pereira, 1220 – Campo Belo
Tel.: (11) 5041-5740

Platz
Rua Cristóvão Pereira, 1220 – Campo Belo
Tel.: (11) 5531-4036

Catedral
Rua Domingos de Morais, 54, Paraíso,
Tel.: (11) 5579-5122

Jaber
Rua Domingos de Morais, 86, Paraíso,
Tel.: (11)5579-2777

Rancho da Empada
Rua Sena Madureira, 557 - Vila Clementino
Tel.: (11) 5579-5330

Rua Professor José Horácio Meireles Teixeira, 1090 - Morumbi
Tel.: (11) 3502-4045

Rua Heitor Penteado, 147 - Sumaré
Tel.: (11) 3875-1155

Rua Domingos de Moraes, 2026 - Vila Mariana
Tel.: (11) 5549-4443

Alameda Santos, 27/33 - Jardins
Tel.: (11) 3288-6882

Alameda dos Nhambiquaras, 1413 - Moema
Tel.: (11) 5542-1545

Rua Pio XI, 71 - Lapa
Tel.: (11) 3645-4570

Joakin's
Rua Joaquim Floriano, 163, Itaim Bibi
Tel.: (11) 3168-0030

New Dog
Rua Joaquim Floriano, 254, Itaim Bibi
Tel.: (11) 3168-7899

General Prime Burger
Rua Joaquim Floriano, 541, Itaim Bibi
Tel.: (11) 3168-0833

Z-Deli
Alameda Lorena, 1689 - Jardim Paulista
Tel.: (11) 3088-5644

Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1350 - Jardim Paulistano,
Tel.: (11) 3064-3058

Rua Haddock Lobo, 1386 - Jardim Paulista
Tel.: (11) 3083-0021

Figueira Rubaiyat
Rua Haddock Lobo, 1738 - Jardim Paulista
Tel.: (11) 3063-3888

Fasano
Rua Vitório Fasano, 88 - Jardim Paulista
Tel.: (11) 3062-4000 / 3896-4000

Spot
Alameda Ministro Rocha de Azevedo, 72 - Cerqueira César
Tel.: (11) 3284-6131

Mestiço
Rua Fernanda de Albuquerque, 277 - Consolação
Tel.: (11) 3256-3165/ 1539

Galeria dos Pães
Rua Estados Unidos, 1645 - Jardim América
Tel.: (11) 3064-5900

Villa Grano
Rua Wisard, 500 - Vila Madalena
Tel.: (11) 3817-4695 / 3031-6636

Speranza
Avenida Sábia, 786 – Moema
Tel.: (11) 5051-7615/ 1229

Rua Treze de Maio, 1004 – Bixiga
Tel.: (11) 3288-8502/ 3512

Jardim di Napoli
Rua Doutor Martinico Prado, 463 - Higienópolis
Tel.: (11) 3666-3022

São Cristóvão
Rua Aspicuelta, 533 - Vila Madalena
Tel.: (11) 3097-9904

Farol Madalena
Rua Jericó, 179 - Vila Madalena
Tel.: (11) 3032-6470/3812-3460

Posto 6
Rua Aspicuelta, 644 - Vila Madalena
Tel.: (11) 3812-4342/ 3031-4941

Zé Menino
Rua Aspicuelta, 596 - Vila Madalena
Tel.: (11) 3817-5621

Salve Jorge
Rua Aspicuelta, 544 - Vila Madalena
Tel.: (11) 3815-0705/ 3812-4342

Praça Antonio Prado, 33 – Centro
Tel.: (11) 3107-0123

Rodeio
Rua Haddock Lobo, 1498 - Cerqueira César
Tel.: (11) 3474-1333

Fogo de Chão
Avenida Moreira Guimarães, 964
Tel.: (11) 5056-1795

Vento Haragano
Avenida Rebouças, 1001 – Jardim Paulista
Tel.: 3083-4265

Paulista
Rua Rui Barbosa, 1828 - Vila Santa Cruz
Tel.: (11) 3384-2644

Rubaiyat
Alameda Santos, 86 - Paraíso
Tel.: (11) 3141-1188

Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2954 - Itaim Bibi
Tel.: (11) 3078-9488

Parrilla Argentina
Rua Professor Sousa Barros, 493 - Jabaquara
Tel.: (11) 2577-6616

El Tranvía
Rua Conselheiro Brotero, 903 – Santa Cecília
Tel.: (11) 3664-8313 / 8108

Don Curro
Rua Alves Guimarães, 230 – Pinheiros
Tel.: (11) 3062-4712

Jun Sakamoto
Rua Lisboa, 55 – Pinheiros
Tel.: (11) 3088-6019

Nakombi
Rua Pequetita, 170 – Vila Olímpia
Tel.: (11) 3845-9911

Koi
Avenida Sabiá, 488 - Moema
Tel.: (11) 5051-0713 / 0823

Mori Sushi
Rua da Consolação - Jardins
Tel.: (11) 3898-2977

Kabuki
Rua Girassol, 384 – Vila Madalena
Tel.: (11) 3814-5131

Noyoi
Rua Gomes de Carvalho, 1165 – Vila Olímpia
Tel.: (11) 3044-2643

Forneria São Paulo
Rua Amauri, 319 - Itaim Bibi
Tel.: (11) 3078-0099 / 4888

Pasta e Vino
Rua Barão de Capanema, 206 - Cerqueira César
Tel.: (11) 3062-7542

Casa da Suíça
Rua dos Pinheiros, 701 - Pinheiros
Tel: (11) 3064-7020

Chalet Suisse
Rua Líbero Badaró, 190 - Centro
(11) 2173-5040

Bar do Léo
Rua Aurora, 100 - Centro
Tel.: (11) 3221-0247

Estadão
Viaduto 9 de julho, 193 - Centro
Tel.: (11) 3257-7121

Bar Brahma
Avenida São João, 677 – Centro
Tel.: (11) 3333-0855

Café Girondino
Rua Boa Vista, 365
Tel.: (11) 229 4574 / 1287 /1325

Rotisserie dos monges
Largo de São Bento, s/n. - Centro
Tel.: (11) 3328-8799

Terraço Itália
Avenida Ipiranga, 344 –República
Tel.: (11) 2189-2929

Skye
Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 4700
Tel.: (11) 3055-4702

The View
Alameda Santos, 981 - Cerqueira César - São Paulo/SP
Tel (11) 3266-3692

La Tambouille
Avenida Nove de Julho, 5925 – Itaim Bibi
Tel.: (11) 3079-6277 / 6276

La Risotteria
Rua Padre João Manuel, 1156 - Jardim Paulista
Tel.: (11) 3068-8605

Vicolo Nostro
Rua Jataituba, 29 – Brooklin
Tel.: (11) 5561.5287 e 5533.3096

Cristallo
Rua Oscar Freire, 914 - Jardins
Tel: (11) 3082-1783

Havana Café
Rua Bela Cintra, 1829 - Jardins
Tel.: (11) 3082-5722

Chocolat du Jour
Rua Haddock Lobo, 1672 - Jardins
Tel.: (11) 3168-2720

Häagen-Dazs
Rua Oscar Freire, 900
Tel.: (11) 3062-1099

Stuppendo
Rua Canário, 1321 - Moema
Tel.: (11) 5093 – 2967

Sottozero
Rua Augusta, 2935 - Jardins
Tel: 3898-2792/3898-2794

Gelateria Parmalat
Avenida Paulista, 575 – Bela Vista
Tel.: (11) 3847-2000

Frans Café
Tel.: (11) 5056-0043

Suplicy Café
Alameda Lorena, 1430 – Jardins
Tel. (11) 3061-0195

Starbucks

Devassa
Alameda Lorena, 1040 – Jardins
Tel.: (11) 3083-4470 / 2263